Trabalho Infantil em São Paulo

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São Paulo, a cidade mais rica e populosa do país, exemplifica o desafio assumido pelo Brasil ao se comprometer com a erradicação de todas as formas de trabalho infantil até 2025, uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Mesmo contando com uma das maiores redes socioassistenciais da América Latina, a capital paulista possuía, de acordo com o Censo de 2010, 330 mil pessoas vivendo em extrema pobreza, das quais 125 eram crianças e adolescentes.

Embora não haja dados oficiais recentes, a cidade tinha, ainda de acordo com o Censo de 2010, último levantamento do gênero, 87 mil pessoas de 10 a 17 anos em situação de trabalho infantil, ou 4,6% de sua população dessa faixa etária.

Considerando toda a região metropolitana, composta por 39 municípios, e a faixa etária de 5 a 17 anos, o número salta para 197.850 crianças, segundo dados divulgados pelo IBGE na PNAD de 2015.

As médias e grandes empresas da capital, por sua vez, não cumprem nem 50% da cota obrigatória de contratação de aprendizes. Com isso, deixam de atender mais de 50 mil adolescentes a partir de 14 anos, que poderiam estar empregados de forma protegida e frequentando a escola, em vez de se arriscarem nas ruas fazendo bicos ou entrando para o tráfico – piores formas de trabalho infantil comuns na cidade.

O cenário mostra que ainda estamos longe de erradicar o trabalho infantil no país, situação que implica uma série de consequências para crianças e adolescentes, como evasão escolar, abusos e acidentes. Para agravar o quadro, ainda predomina a incompreensão, inclusive entre agentes públicos, sobre a real natureza do trabalho infantil.

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